segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Da beleza à beleza nos mistérios da alma

Beleza...uma ponta do tríplice arcano bondade, beleza e justiça. Distorcida nos tempos modernos, a beleza sucumbe ao seu pricipio básico. A beleza é a expressão do belo, fundamentada segundo os filósofos como uma meta da construção interna do eu humano e védico. Sem ela, tudo é sombrio e triste.
Hoje, nossa sociedade empobrescida pela nova interpretação do que é belo, chafurda no caos emplicando ao belo uma meta a ser conquistada. A mente mais atenta sabe que a beleza se retrata segundo as vias do coração, reconhecendo nessa tríplice verdade a necessidade de saber quem somos. somos mais belos a medida que sabemos quem somos. Sabendo quem somos estamos mais proximos de Deus.
A beleza plástica, que se modifica à necessidade da moda, provoca limites incomensuráveis de ansiedade e tristeza. Leva para o campo de um ideal torto que se revela no exterior das pessoas descontentes com elas mesmas. Uma alucinação no intelecto de alguns cria uma realidade tão forte, que se torna quase impossível fazê-los entender que o caminho escolhido é mais nocivo do que saudável, e que o que a principio parece belo se reverte em uma distorção da realidade, é fugaz e volátil, fincado no limite do tempo da moda no senso comum, no conhecimento vulgar.
No caminho do saber quem somos, somos descobridores de um universo que fatalmente ignoramos por uma eternidade. A beleza só está nos olhos de quem vê segundo uma observação individualista. Olhando para si mesmos teremos a certeza que somos seres coletivos, parte de um todo, filhos do mesmo arquiteto universal, sementes da mesma árvore, independente de cor, credo, posição política ou religião. Assim, a beleza que almejo aqui elucidar nas mentes mais incautas é a beleza universal.
Despertando para as verdades coletivas universais podemos estabelecer critérios de avaliação individual e desenvolver caminhos melhores à seguir. A beleza é luz, elucida os mistérios da alma, traz a luz onde antes haviam trevas, expõe os detalhes, desvela os limites da ignorância e nos torna melhrores. Atentos aos milagres da beleza certamente nos tornamos melhores diante do espaço infinito e de nós mesmos. Namasté

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